Arribaçã Editora

Arribaçã, também conhecida como avoante, é um termo usado no Nordeste para designar uma espécie de ave migratória, que aparece no sertão, no fim do inverno. Em enormes bandos procuram comida em lugares onde cresce capim com sementes.

Arribaçã também é o nome da nossa editora, a mais nova da Paraíba – nascida em pleno Alto Sertão, na cidade de Cajazeiras – e aberta a propostas de parcerias em todo o país.

Primordialmente, a ideia é fazer uma parceria que seja realmente salutar para escritores e editora, com transparência e cumprimento dos acordos efetuados com os autores que queiram lançar obras conosco, disponibilizamos o site www.arribaca.com.br, com canais de comunicação, divulgação e venda das obras, entre outros diferenciais, além dos perfis em todas as redes sociais.

Trabalhamos com livros literários, de contos, romances, novelas e poesia, mas também com livros acadêmicos ou jornalísticos, biografias e memórias.

A nossa intenção é abrir mais um canal de produção de livros na Paraíba, com alcance para todas as regiões do país, com livros com a qualidade editorial de qualquer editora do mercado brasileiro.

 

Os Editores

 

Linaldo Guedes é poeta e jornalista. Nasceu em Cajazeiras, alto sertão da Paraíba, em 1968, para onde retornou no final do ano passado, após 38 anos em João Pessoa. Como jornalista atuou em praticamente todos os órgãos de imprensa da Paraíba. Atualmente é repórter de Cultura do jornal A União. Como poeta, publicou os livros “Os zumbis também escutam blues e outros poemas” (1998), “Intervalo Lírico” (2005), “Metáforas para um duelo no sertão” (2012) e “Tara e outros otimismos” (2016). Lançou, ainda, “Receitas de como se tornar um bom escritor” (2015) e participou de antologias e livros de outros autores. Em 2018, lançou “O Nirvana do Eu: Os diálogos entre a poesia de Augusto dos Anjos e a doutrina budista” e “Não temos wi-fi”, em parceria com Lau Siqueira, Cyelle Carmem e Letícia Palmeira. É graduado em Letras e tem mestrado em Ciências da Religião.

 

Lenilson Oliveira, também cajazeirense, nascido em 1969, tem experiências nas áreas de comunicação e magistério, com passagens por escolas de ensino fundamental e médio. Ex-diretor administrativo da Rádio Oeste da Paraíba, ex-editor do Jornal CajáFolha, ex-colaborador de jornais e revistas locais e estaduais, diretor e editor da Revista Destaque e do site DestaquePB em Cajazeiras. Licenciado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela Faculdade São Francisco da Paraíba (FASP). Autor do livro de poemas “Réquiem para uma flor” (A União, 1991), a maioria abordando temas sociais . É um dos idealizadores do Movimento Cultural Poesia no Coreto, em Cajazeiras (PB).

6 comentários em “Arribaçã Editora

  1. Isso é muito importante. Uma editora com perspectivas de boas parcerias, principalmente com autores ainda desconhecidos como a gente.
    Parabéns! Sucesso.

  2. Gostaria de receber informes dos eventos e lançamentos da Arribaçã Editora. É muito bom ver iniciativas editoriais como a de vocês. Boa sorte!

  3. Cumprimento-o pela iniciativa da coletânea de vozes femininas brasileiras. Fiquei sabendo sobre a recente coletânea de poesia por uma amiga gaúcha. Sou baiana, nascida na zona cacaueira, onde permaneci até a adolescência. Cumpri carreira acadêmica, com área de concentração em literatura brasileira, portuguesa e latino -americana, sou professora adjunta da UFBA, aposentada. Publiquei três livros de poesia. Gostaria de envolver-me em futuras publicações sob sua curadoria.

  4. linaldo,
    desde já, solicito a reserva do livro “as mulheres poetas”, organizado pelo poeta e amigo rubens jardim.
    abraços do

    sérgio

  5. Gostaria de enviar um poema para vossa apreciação.
    Sou de João Pessoa-PB e sigo vosso instagram.

    Um dia a gente se cansa
    Cansa de tanto tentar, de tantas idas e vindas, de perdoar, de recomeçar…
    Um dia depois de tantos quase, de muitos “só desta vez”, um dia que foi, que foi de vez.
    Foi o dia em que a esperança saiu pela porta levando com ela uma mala cheia de muitos anos acumulados, de sentimentos confusos e embaralhados, com muitas dores escapando por todos os lados.
    E então, ele também se foi, logo após a esperança sair, levando a mulher que fui, o mundo que incessantemente avançava e retrocedia, o que entre nós tinha morrido, o “nós” que há muito não existia.
    E lá se foi a vida como a conhecia, a vida que me maltratava e me desfazia, a vida que um dia jurei que a queria.
    Retirou-se
    E eu fiquei
    Nas caixas, nossos pedaços
    na casa, muitos espaços
    nos braço sem abraços,
    eu fiquei.
    E para recomeçar, eu bebi
    E para não me afogar, eu chorei
    E para flertar com o caos, eu brindei
    Apaguei a luz, o cigarro
    e vomitei
    Vomitei a dor, o vinho, as ilusões
    Vomitei os costumes e as tradições
    Deitei-me no chão frio do banheiro, sentindo o medo gélido do fim
    E ali estava eu, deitada nos meus cacos
    Que aos poucos fui colando, reconstruindo
    E aos poucos me refaço
    Sei que ainda arrasto os nossos ontens
    deixando muitos eus pelo caminho
    Sigo levando comigo uns galhos
    Que uso para construir o meu ninho
    Um ninho de um cativo
    que um dia virou passarinho.

    Loufumeiro

Deixe uma resposta